O estudo do grupo estima agora uma subida de 14% face ao ano passado.
O grupo OMD reviu em alta, para 14%, as previsões de crescimento anual do mercado publicitário português em 2004, equivalente a um total de investimento de 761 milhões de euros. No final do ano passado, a central de meios apontava para uma taxa de crescimento anual inferior: no mínimo, menos quatro pontos percentuais, situando-se entre 7,5% e 10%.
Os valores actualizados - com crescimentos em todos os meios - «recolocam o mercado apenas a níveis de 2000, dada a forte queda verificada nos anos de 2001 e 2002, indiciando a possibilidade de continuar a crescer em 2005, a níveis superiores ao da economia», salienta a OMD.
Quanto à distribuição do investimento, o sector que mais cresce é o da televisão por cabo (35%), atingindo 26,7 milhões de euros, ainda assim um valor muito aquém da maioria dos outros meios. Esta subida acentuada no cabo, que já se tem vindo a verificar nos últimos anos, deve-se «a um maior número de canais auditados e de públicos alvos mais segmentados», mas «não implicou um desvio dos investimentos dos canais generalistas para o cabo», explica ainda a central.
O mesmo estudo salienta, por outro lado, a «forte recuperação da imprensa, nomeadamente a diária (embora estes números não incluam os anúncios classificados), responsável pelas maiores quedas nos últimos anos». O investimento publicitário nos jornais diários caiu anualmente 15,4% em 2002 e 10,3%, em 2003. Este ano, a imprensa diária cresce 20%, de acordo com a OMD, chegando aos 69,3 milhões de euros, e a não diária 11,0%, subindo para 142,2 milhões de euros.
Também o meio exterior regista uma «elevada ‘performance’, com um crescimento de 25%», chegando aos 99,1 milhões de euros, acima da imprensa diária.
Mas é ao canal televisão que continua a caber a fatia de leão, embora com uma perda ligeira, de cerca de 1%, da quota de mercado. Ainda assim, este meio recebe mais 10% de investimento em publicidade do que no ano passado, chegando aos 360,7 milhões de euros nos três canais comerciais de sinal aberto.
A rádio cresce 17,5%, para atingir 53,9 milhões de euros, enquanto os meios restantes se ficam pelos 4,6 milhões de euros, no caso da internet (subida de 8%) e o cinema se mantém nos 4,2 milhões.
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